João Clá Dias


Um amigo enviou-me um belo cartão de Natal, cujo texto achei tão bom, que quis compartilhar com os leitores.
O texto é de autoría de um conhecido catedrático brasileiro, Doutor Plinio Correa de Oliveira.
Aguardo seus comentarios. Os grifos são meus. Desejo a todos um Santo Ano cheio de benções.
Roberto Torres Balcázar

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“Será chamado Príncipe da Paz, e seu Reino não terá fim…”

Não há ser humano mais débil do que uma criança. Não há habitação mais pobre do que uma gruta. Não há berço mais rudimentar do que uma manjedoura. Entretanto, esta Criança, naquela gruta, naquela manjedoura, haveria de transformar o curso da História.

E que transformação! A mais difícil de todas, pois que se tratava de orientar os homens no caminho mais avesso a suas inclinações: a via da austeridade, do sacrifício, da Cruz.

Tratava-se de convidar à Fé um mundo apodrecido pelas superstições, pelo sincretismo religioso e pelo cepticismo completo.

Tratava-se de convidar para a justiça uma humanidade afeita a todas as iniquidades. Tratava-se de convidar ao desapego um mundo que adorava o prazer sob todas as suas formas. Tratava-se de atrair para a pureza um mundo em que todas as depravações eram conhecidas, praticadas, aprovadas.

Tarefa evidentemente inviável, mas que a Divina Criança começou a realizar desde o seu primeiro momento nesta terra, e que nem a força do ódio, nem a força do [poder], nem a força das paixões humanas poderia conter.

Dois mil anos depois do Nascimento de Cristo, parecemos ter voltado ao ponto inicial. A adoração do dinheiro, a divinização das massas, a exasperação do gosto dos prazeres mais vãos, o domínio despótico da força bruta, as superstições, o sincretismo religioso, o cepticismo, enfim o neo-paganismo em todos os seus aspectos invadiram novamente a terra.

E da grande luz sobrenatural que começou a fulgir em Belém muito poucos raios brilham ainda sobre as leis, os costumes, as instituições e a cultura.

Entretanto cresce assustadoramente o número dos que se recusam com obstinação a ouvir a palavra de Deus, dos que pelas ideias que professam, pelos costumes que praticam, estão precisamente no pólo oposto à Igreja.

Espanta que tantos homens perguntem qual a causa da crise titânica em que o mundo se debate.

Basta imaginar que a humanidade cumprisse a Lei de Deus, para que se entenda que ipso facto a crise deixaria de existir. O problema, pois, está em nós. Está em nosso livre arbítrio. Está em nossa inteligência que se fecha à verdade, em nossa vontade que, solicitada pelas paixões se recusa ao bem. A reforma do homem é a reforma essencial e indispensável. Com ela, tudo estará feito. Sem ela, tudo quanto se fizer será nada.

E não terminemos sem colher mais um ensinamento, suave como um favo de mel.

Sim, pecamos. Sim, imensas são as dificuldades que se nos deparam para voltar atrás, para subir. Sim, nossos crimes e nossas infidelidades atrairão sobre nós a cólera de Deus. Mas, junto ao presépio, temos a Medianeira clementíssima, que não é juiz mas advogada, que tem em relação a nós toda a compaixão, toda a ternura, toda a indulgência da mais perfeita das mães.

Olhos postos em Maria, unidos a Ela, por meio dela, peçamos neste Natal a graça única, que realmente importa: o Reino de Deus em nós e em torno de nós. Todo o resto nos será dado por acréscimo.

(Publicado em “Catolicismo”, No. 24, Dez – 1952)

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Interessante homilía de Monsenhor João Clá.

Por terem uma visão política da missão do Messias, Tiago e João fizeram uma pergunta fora de propósito a Jesus, que não tardou em repreendê-los.

Interesante homilía de Mons. Juan Clá.

Por tener una visión política de la misión del Mesias, Tiago y Juan hicieran una pregunta ingenua a Jesus, que no tardó en reprenderlos.

Na leitura comentada por Mons. João S. Clá Dias, vemos mais uma vez a manifestação da misericórdia de Deus, que enviou o profeta Jonas à cidade de Nínive a fim de evitar um castigo.

Homilía de Mons. João Clá Dias na Igreja de Nossa Senhora do Rosario

É sobre a bondade trazida por Cristo, mediador da Nova Aliança, que faz menção a belíssima leitura deste dia, comentada por Mons. João S. Clá Dias.

Este comentário da liturgia, feito por Monsenhor João Clá Días, nos convida à prática da palavra de Deus, segurança de vida eterna.