Um amigo enviou-me um belo cartão de Natal, cujo texto achei tão bom, que quis compartilhar com os leitores.
O texto é de autoría de um conhecido catedrático brasileiro, Doutor Plinio Correa de Oliveira.
Aguardo seus comentarios. Os grifos são meus. Desejo a todos um Santo Ano cheio de benções.
Roberto Torres Balcázar

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“Será chamado Príncipe da Paz, e seu Reino não terá fim…”

Não há ser humano mais débil do que uma criança. Não há habitação mais pobre do que uma gruta. Não há berço mais rudimentar do que uma manjedoura. Entretanto, esta Criança, naquela gruta, naquela manjedoura, haveria de transformar o curso da História.

E que transformação! A mais difícil de todas, pois que se tratava de orientar os homens no caminho mais avesso a suas inclinações: a via da austeridade, do sacrifício, da Cruz.

Tratava-se de convidar à Fé um mundo apodrecido pelas superstições, pelo sincretismo religioso e pelo cepticismo completo.

Tratava-se de convidar para a justiça uma humanidade afeita a todas as iniquidades. Tratava-se de convidar ao desapego um mundo que adorava o prazer sob todas as suas formas. Tratava-se de atrair para a pureza um mundo em que todas as depravações eram conhecidas, praticadas, aprovadas.

Tarefa evidentemente inviável, mas que a Divina Criança começou a realizar desde o seu primeiro momento nesta terra, e que nem a força do ódio, nem a força do [poder], nem a força das paixões humanas poderia conter.

Dois mil anos depois do Nascimento de Cristo, parecemos ter voltado ao ponto inicial. A adoração do dinheiro, a divinização das massas, a exasperação do gosto dos prazeres mais vãos, o domínio despótico da força bruta, as superstições, o sincretismo religioso, o cepticismo, enfim o neo-paganismo em todos os seus aspectos invadiram novamente a terra.

E da grande luz sobrenatural que começou a fulgir em Belém muito poucos raios brilham ainda sobre as leis, os costumes, as instituições e a cultura.

Entretanto cresce assustadoramente o número dos que se recusam com obstinação a ouvir a palavra de Deus, dos que pelas ideias que professam, pelos costumes que praticam, estão precisamente no pólo oposto à Igreja.

Espanta que tantos homens perguntem qual a causa da crise titânica em que o mundo se debate.

Basta imaginar que a humanidade cumprisse a Lei de Deus, para que se entenda que ipso facto a crise deixaria de existir. O problema, pois, está em nós. Está em nosso livre arbítrio. Está em nossa inteligência que se fecha à verdade, em nossa vontade que, solicitada pelas paixões se recusa ao bem. A reforma do homem é a reforma essencial e indispensável. Com ela, tudo estará feito. Sem ela, tudo quanto se fizer será nada.

E não terminemos sem colher mais um ensinamento, suave como um favo de mel.

Sim, pecamos. Sim, imensas são as dificuldades que se nos deparam para voltar atrás, para subir. Sim, nossos crimes e nossas infidelidades atrairão sobre nós a cólera de Deus. Mas, junto ao presépio, temos a Medianeira clementíssima, que não é juiz mas advogada, que tem em relação a nós toda a compaixão, toda a ternura, toda a indulgência da mais perfeita das mães.

Olhos postos em Maria, unidos a Ela, por meio dela, peçamos neste Natal a graça única, que realmente importa: o Reino de Deus em nós e em torno de nós. Todo o resto nos será dado por acréscimo.

(Publicado em “Catolicismo”, No. 24, Dez – 1952)

 

 

Você não ficaria profundamente entristecido se tirassem à Virgem Mãe Aparecida o título de Padroeira do Brasil?
É claro que sim! Nossa Senhora Aparecida está no coração de todos os brasileiros. É a Ela que recorremos nas horas de dificuldade e a Ela dirigimos nosso reconhecimento nos momentos de alegria.
Seria, mesmo, uma grande ingratidão para com a Mãe de Deus que o Brasil deixasse de tê-la como Mãe e Padroeira. Não é verdade que até nos sentiríamos órfãos? Mas é o que está a ponto de acontecer, se você não atuar com rapidez.
Um projeto de lei (n. 2623/2007), de autoria do deputado Victorio Galli, que está tramitando na Câmara de Deputados, vai retirar a Nossa Senhora Aparecida o afetuoso título de Padroeira do Brasil, do qual todos nós nos orgulhamos.

Você vai permitir que isso aconteça?

Temos de defender a Padroeira do Brasil!
É preciso enviar, quanto antes, milhões de mensagens à Câmara de Deputadospedindo que esse infeliz projeto de lei não seja aprovado, por ofender a Mãe de Deus e ferir a fundo os sentimentos religiosos dos brasileiros.
Para fazer chegar sua mensagem à Câmara dos Deputados, basta clicar abaixo, no lugar indicado , e escrever seu nome e endereço de e-mail. Será enviado, imediatamente, um e-mail ao relator do projeto, deputado Atila Lira, manifestando seu desejo de que Nossa Senhora Aparecida continue sendo a Padroeira do Brasil.
Ajude a ampliar esta iniciativa enviando esta página a todos os seus amigos e conhecidos.

Clique aqui para enviar seu email
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Arautos do Evangelho em Moçambique

A florescente comunidade dos Arautos do Evangelho em Moçambique continua a se expandir, levando a Boa Nova aos variados rincões desse país africano, em atividades sempre fundamentadas na oração e na vida interior.

Carências materiais não são obstáculos: em qualquer lugar onde haja almas a serem evangelizadas, aí atuam os arautos – sejam os de vida comunitária, sejam os Cooperadores – a fim de unir e expandir o rebanho de Cristo.

Por ocasião do Natal e mudança de ano, os Arautos receberam com alegria a visita de um presbítero missionário procedente do Brasil, que pela segunda vez chegava às terras africanas: era ele portador de objetos de piedade e mantimentos enviados por brasileiros que se sensibilizaram com as necessidades materiais e com o zelo apostólico reinantes nessa fervorosa comunidade, e quiseram contribuir para que suas alegrias natalinas cruzassem o Atlântico e chegassem ao Índico.

Comemorando o nascimento do Menino Deus, os Arautos participaram da Santa Missa da Vigília do Natal – missa do galo – após o que todos reuniram-se para ouvir a saudação gravada pelo Pe. João Scognamiglio Clá Dias (Presidente Geral dos Arautos do Evangelho), o que se seguiu da entrega de presentes: terços feitos com pedras do Brasil, além de outros objetos. A contagiante alegria levou os jovens às danças típicas, forma pitoresca de transmitir o agradecimento em meio a cantos folclóricos nos idiomas locais ao memo tempo em que saudavam a Sagrada Família pelo nascimento do Redentor.

Panetones, sorvetes e outras iguarias nunca antes saboreadas complementaram o festivo ambiente em relação ao qual bem se poderiam repetir as palavras associadas aos primeiros cristãos no Império Romano: vêde como eles se amam!

Escreve o sacerdote, em meio à intensa atividade do ministério que exerce: A viagem transcorreu bem… O encontro do mar com o deserto na Namíbia, em plena aurora, foi realmente bonito… Em terras de missão não há tempo para chorar… Já no dia da chegada houve uma procissão de uma Casa dos Arautos à outra, feitas pelos Cooperadores: eles queriam trazer algumas prendas para o fim do ano… Isso foi acompanhado pela banda dos arautos, com direito a discursos e tudo. Só a alegria deles é que sobrepassa as dificuldades… Aqui o Natal é mais conhecido como o dia da família: em ambientes católicos pode-se ouvir músicas natalinas como Noite Feliz… O senhor não consegue imaginar a alegria deles: cânticos, danças e mais cânticos…

Comentário ao Evangelho
Segundo Domingo da Quaresma

Como será a felicidade eterna?

A Transfiguração foi para os discípulos um antegozo
do Céu e uma imensa consolação para enfrentar as
futuras provações da Paixão e Morte de Jesus. Também
todo batizado recebe consolações, como estímulo a
perseverar no serviço de Deus.

Pe. João Scognamiglio Clá Dias, E.P.

Evangelho

Seis dias depois, tomou Jesus consigo Pedro, Tiago e João, seu irmão, e levou-os à parte a um monte alto, e transfigurou-Se diante deles. O Seu rosto ficou refulgente como o Sol, e as Suas vestes tornaram-se luminosas de brancas que estavam. Eis que lhes apareceram Moisés e Elias falando com Ele. Pedro, tomando a palavra, disse a Jesus:
“Senhor, que bom é nós estarmos aqui; se queres, farei aqui três tendas, uma para Ti, uma para Moisés, e outra para Elias.” Estando ele ainda a falar, eis que uma nuvem resplandecente os envolveu; e saiu da nuvem uma voz que dizia: “Este é o meu Filho muito amado em quem pus toda a minha complacência; ouvi-O”. Ouvindo isto, os discípulos caíram de bruços, e tiveram grande medo. Porém, Jesus aproximou-Se deles, tocou-os e disse-lhes: “Levantai-vos, não temais”. Eles, então, levantando os olhos, não viram ninguém, exceto Jesus.
Quando desciam do monte, Jesus fez-lhes a seguinte proibição: “Não digais a ninguém o que vistes, até que o Filho do Homem ressuscite dos mortos” (Mt 17, 1-9).

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Pode-se ler o comentário em www.arautos.org.br, ou baixar uma cópia em PDF.

Os Arautos do Evangelho são uma Associação Internacional de Fiéis de Direito Pontifício, a primeira a ser erigida pela Santa Sé no terceiro milênio, o que ocorreu por ocasião da festa litúrgica da Cátedra de São Pedro (22 de fevereiro) em 2001.

Composta predominantemente por jovens, esta Associação está presente em 57 países. Seus membros praticam o celibato, e dedicam-se integralmente ao apostolado, vivendo em casas destinadas especificamente para rapazes ou para moças, os quais alternam a vida de recolhimento, estudo e oração com atividades de evangelização nas dioceses e paróquias, dando especial ênfase à
formação da juventude.

Os Arautos têm sua espiritualidade alicerçada em três pontos essenciais: a Eucaristia, Maria e o Papa.

Esses pontos estão representados em destaque no brasão que os distingue.

Seu carisma os leva a procurar agir com perfeição em busca da pulcritude em todos os atos da vida diária, mesmo estando na intimidade.

Por verem na cultura e na arte eficazes instrumentos de evangelização, os Arautos habitualmente lançam mão da música, tanto pelas vozes como pelos instrumentos.Assim é que vários coros e bandas sinfônicas foram constituídos por Arautos, a fim de levar sua mensagem de fé, incentivo e confiança à humanidade atual.

O principal conjunto musical desses neo-evangelizadores – Coro e Banda Sinfônica internacional – foi constituído em São Paulo com membros oriundos de diversas nações, já tendo feito deslocamentos por cidades, estados, países e continentes, apresentando-se em igrejas, auditórios e estádios repletos de pessoas com sede de beleza e de espiritualidade.


A origem dos Arautos do Evangelho remonta aos anos 50, quando um grupo de jovens começou a se reunir para cantar,
conversar e rezar.

Três nomes merecem ser especialmente lembrados entre seus fundadores:

 

Pe. João Scognamiglio Clá Dias, atualmente Presidente Geral, fundador de numerosos grupos de jovens, profundo conhecedor de filosofia e de teologia, e amante da música;

 

Pe. Pedro Paulo de Figueiredo, atualmente Conselheiro Geral, orientador de almas e experimentado animador de grupos eclesiais;

 

Dr. Carlos Alberto Soares Corrêa, atualmente Secretário Geral, conferencista e historiador.