Pe. João S. Clá Días. Presidente Geral e Fundador dos Arautos do Evangelio

São Paulo – (25.07.08).- (TV Arautos). O Título de Doutor Honoris Causa é atribuido à personalidade que tenha se distinguido pelo saber ou, pela atuação em prol das artes, da filosofia, das letras ou do melhor entendimento entre os povos.
Num reconhecimento pelo trabalho que o Pe. João S. Clá Dias realiza através da arte, das letras e da cultura em geral, o Centro Universitário Ítalo Brasileiro conferiu-lhe no último dia 25 de julho, o título de Doutor Honoris Causa.
A entrega da honraria aconteceu durante a Santa Missa que marcou a abertura do V Congresso de Cooperadores dos Arautos do Evangelho, na Igreja Nossa Senhora do Rosário.
Segundo o Reitor da Uniitalo, Marcos Antonio Gagliardi Cascino, a instituição decidiu prestar esta homenagem ao Pe. João Clá que, por meio da cultura, busca a evangelização.
Ainda segundo o Reitor, este é o primeiro título Honoris Causa atribuído a uma personalidade nascida no Brasil entre os três que já foram outorgados pela Uniítalo. “A outorga deste título é estarmos próximos aos Arautos e participarmos efetivamente deste movimento de evangelização, de uma forma ou de outra através da Uniítalo”.
Os Arautos evangelizam também através da arte, com encenações teatrais e música.

Este é um trabalho que tem como finalidade promover a santificação pessoal utilizando a música e a cultura em geral como meio de evangelização.

Pe. João Clá recebe o titulo Honoris Causa

Pe. João Clá recebe o título Honoris Causa

Por estes motivos, o título de Doutor Honoris Causa foi atribuído ao Padre João Clá Dias, segundo a Uniitalo, pela excelência em termos de cultura, ciência e fé.
“ Poder contar no campo no campo da cultura com o título de Doutor Honoris Causa de uma instituição de tal peso, traz muita importância para o nosso apostolado e um apostolado também no campo da cultura. Querer afirmar como fazem alguns que há uma distinção, que há uma separação, que há uma incongruência as vezes entre a fé e a razão, entre religião e cultura, é uma insensatez monumental porque a cultura sai das mãos de Deus, a razão sai das mãos de Deus, a fé sai das mãos de Deus, a religião sai das mãos de Deus. Não é possível que em Deus exista esta contradição: o que Ele faz com uma das mãos seja contrário ao que Ele faz com a outra. Essas duas mãos de Deus, fé e razão, cultura, ciência e religião, estão inteiramente unidas”, disse Padre João.

Fonte: TV Arautos

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São Paulo, Brasil (3/08/2008).- (TV Arautos). O Cardeal Dom Cláudio Hummes, Prefeito da Sagrada Congregação para o Clero e arcebispo emérito de São Paulo, celebrou hoje na capital paulista 50 anos de sua ordenação sacerdotal.

Com a Catedral Metropolitana repleta de fiéis, e com a assistência de mais de 20 arcebispos e bispos, a liturgia de ação de graças contou com a presença do arcebispo metropolitano Cardeal Dom Odilo Scherer, que sucedeu Dom Hummes no governo da arquidiocese.

Entre os eclesiásticos se destacavam o arcebispo de Aparecida, Dom Raymundo Damasceno de Assis, que assistiu na qualidade de presidente do Celam (Conselho do Episcopado Latino-americano) e do Cardeal Eusébio Oscar Scheid, arcebispo do Rio de Janeiro. Também participaram a totalidade dos bispos auxiliares desta arquidiocese, uma das três maiores do mundo, com seis milhões de católicos. Encontravam-se, além do mais, numerosos movimentos, congregações, comunidades, delegações paroquiais e membros de outros credos, tanto cristãos como não cristãos.

Por parte das autoridades do governo, estiveram presentes os representantes do Presidente da República e do governador do Estado de São Paulo, além da presença do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab.

Nas palavras de boas-vindas o Cardeal Scherer destacou os frutíferos 50 anos de sacerdócio do Cardeal Hummes ao serviço da Igreja, desde sua ordenação em 3 de agosto de 1958 na diocese de Divinópolis, no Estado de Minas Gerais, ingressando na Ordem Franciscana, até haver chegado ao cardinalato e de estar à frente da Congregação para o Clero.

Na continuação foi lida uma mensagem do Papa Bento XVI. Nesta saudação o Santo Padre fez referência ao empenho do Cardeal Hummes no desenvolvimento de seu trabalho pastoral. Insistiu nos reconhecimentos feitos pelos Papas Paulo VI, João Paulo II e Bento XVI. “Os padres, os leigos e até os meninos descobriam seus espírito franciscano para levar o Evangelho a todos, utilizando os mais modernos meios”, escreveu o Santo Padre. O Sumo Pontífice recordou também os trabalhos que atualmente desenvolve o Cardeal Hummes na Congregação para o Clero e os demais dicastérios da cúria romana. Conclui a mensagem enviando sua bênção apostólica.

Durante a homilia, o Cardeal Hummes explicou que ao cumprir 50 anos de sacerdócio se pode dizer com propriedade que se trata de um Jubileu. E para ilustrar o sentido de um jubileu remontou à época do Antigo Testamento, quando o povo judeu os celebrava de acordo com a Lei Mosaica, a cada 50 anos. Esse ano era chamado de ano santo.

“Era tempo de renovar os compromissos de aliança e de pedir perdão a Deus e ao próximo por dívidas, pelas ofensas e pelas infidelidades”, disse o purpurado.

“Para todos nós e para mim este jubileu significa louvar a Deus por este grande dom que me deu e que na realidade se traduz em servir. Quero me unir à Santíssima Virgem, que quando visitou a sua prima Santa Isabel cantou o Magnificat, que significa ‘Só Deus é grande’.”

No transcurso destes 50 anos de sacerdócio e como pastor o Cardeal Hummes passou também por numerosas contrariedades e dificuldades: “Deus foi generoso todos estes anos. Porém essas cruzes que são aceitas por amor de Deus são também um motivo de felicidade”.

Recordando que este domingo a Igreja celebra o Dia do Sacerdote, concluiu: “hoje mais do que nunca rezo pelos sacerdotes. Tenho sob minha responsabilidade 407 mil sacerdotes do mundo inteiro. Lamentavelmente, há um pequeníssimo número deles que comentem erros. Porém 98% são pessoas dignas que se dedicam incansavelmente e gastam suas vidas pelo povo e por Deus. A sociedade depende muito dos sacerdotes, que são aqueles que, diariamente, conduzem as pessoas a Jesus Cristo. São eles que se dedicam ao pastoreio e convocam os fiéis aos sacramentos, sobretudo à Eucaristia.”

Importantes personalidades brasileiras são entrevistadas pela TV Arautos, no 33º aniversario do falecimento de São Josemaria Escrivá de Balaguer

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São Paulo
, (TV Arautos).- Para o vigário regional da Opus Dei no Brasil, Monsenhor Vicente Ancona López, o fato de São Josemaria ter arrebatado um grande rebanho para a Igreja Católica e mostrar que é possível colocar Deus nas coisas que fazemos no nosso dia-a-dia, tornou o processo de canonização mais rápido.
“Os mil sacerdotes que havia no Opus Dei naquela época não era o mais importante porque havia já 60 mil leigos, muitos vivendo o celibato apostólico, outros no matrimônio mas todos empenhados em serem santos. Então era um resultado muito tangível da eficácia da vida dele. Também ele era muito conhecido no meio do clero e naquela altura, todos os processos de beatificação tinham outro procedimento e os bispos pediam, solicitavam através de cartas postulatórias e o papa Paulo VI  recebeu entre 800 e 900 cartas postulatórias de dois ou três mil bispos que haviam na Igreja naquela época e era um número realmente muito expressivo. Isso deu um impulso inicial muito grande ao processo de santificação. A Santa Sé estudou com enorme cuidado e realmente teve um desenvolvimento mais ou menos rápido”, explica  Monsenhor Ancona.
Dom Odilo Pedro Scherer, arcebispo de São Paulo, ressaltou o trabalho evangelizador que São Josemaria realizou durante a vida sacerdotal. “É uma necessidade muito premente da Igreja dos nossos tempos de permear com sua presença, através da presença dos leigos sobretudo, a sociedade, as estruturas de vida, de organização da sociedade e a santificação da vida diária, a santificação dos ambientes através da presença dos cristãos. Por isso ele teve também muito êxito e sinal da benção de Deus para esta obra e essa iniciativa que continua a produzir frutos bastante importantes para a Igreja”, concluiu o arcebispo.
jurista Yves Gandra Martins que é consultor em bioética da CNBB comentou que São Josemaria Escrivá deixou um legado muito grande. “Ele mostrou que qualquer pessoa pode se santificar através do seu trabalho ordinário. A grande mensagem de São Josemaria Escriva foi mostrar que nós podemos, dentro do mundo, vivendo e fazendo rigorosamente o que todas as pessoas fazem; santificarmos no trabalho ordinário”.Por último o jornalista e escritor Carlos Alberto de Franco afirmou “É uma mensagem atual porque no fundo, o cristianismo e a Igreja vão-se construíndo em grande parte, através do trabalho humano, um trabalho humano bem feito,  feito com seriedade, feito com retidão de intenção, quer dizer, um trabalho que se oferece a Deus, tem um valor transcendente, um valor imenso”.